CiênciaHoje | Stress traz alterações duradoiras em cérebro de soldados
“Descoberta zona cerebral sensível a situações perturbadoras
Um estudo realizado por holandeses, da Universidade de Amesterdão e do Centro de Investigação Militar de Utreque, demonstrou que os efeitos do stresse se prolongam bastante para além do momento crítico, em combatentes. Já, durante a II Gueera Mundial, os investigadores ficaram intrigados com erros de pilotagem cometidos durante combates por excelentes pilotos e a recente investigação mostra que existe uma zona no cérebro que age como um maestro no planeamento de acções e na tomada de decisões e essa corresponde à região mais sensível ao stresse.
Para o estudo, liderado por Guido van Wingen, foram realizados testes de imagem cerebrais (por ressonância magnética) a 33 soldados antes de serem reencaminhados para uma missão de quatro meses no Afeganistão, sendo testados seis semanas após o seu regresso e, novamente, um ano e meio mais tarde. Os investigadores ressalvam que nenhum destes indivíduos foi ferido ao longo da missão, mas todos foram submetidos a um stresse prolongado em zonas de combate.
Entretanto, a equipa de investigação tentou saber se estes resultados podem extrapolar para os civis submetidos a um stresse prolongado e revelam que neste caso, os efeitos poderão ser mais intensos já que não são treinados para resistir a situações de agastamento e ansiedade.”






















