Publicado em: 08/09/2012

CiênciaHoje | Stress traz alterações duradoiras em cérebro de soldados

via CiênciaHoje

“Descoberta zona cerebral sensível a situações perturbadoras

Um estudo realizado por holandeses, da Universidade de Amesterdão e do Centro de Investigação Militar de Utreque, demonstrou que os efeitos do stresse se prolongam bastante para além do momento crítico, em combatentes. Já, durante a II Gueera Mundial, os investigadores ficaram intrigados com erros de pilotagem cometidos durante combates por excelentes pilotos e a recente investigação mostra que existe uma zona no cérebro que age como um maestro no planeamento de acções e na tomada de decisões e essa corresponde à região mais sensível ao stresse.

Para o estudo, liderado por Guido van Wingen, foram realizados testes de imagem cerebrais (por ressonância magnética) a 33 soldados antes de serem reencaminhados para uma missão de quatro meses no Afeganistão, sendo testados seis semanas após o seu regresso e, novamente, um ano e meio mais tarde. Os investigadores ressalvam que nenhum destes indivíduos foi ferido ao longo da missão, mas todos foram submetidos a um stresse prolongado em zonas de combate.

Os resultados foram comparados com um grupo de outros soldados que não participou nas operações. As diferenças surgiram nos soldados que regressaram da missão e ficaram visíveis na ressonância e num teste que segue as moléculas de água no cérebro e notifica qual é o estado das vias que este segue.Os cientistas detectaram evidências de perturbações duradoiras em circulação entre duas zonas do cérebro – no córtex pré-frontal e no mesencéfalo. Segundo uma nota de van Wingen, a observação sugere que “o cérebro humano pode recuperar de efeitos deletérios do stresse”, mas revela ainda que haverá “alterações duráveis na rede neural que poderá aumentar a vulnerabilidade a outros condições semelhantes e, por sua vez, levar a um défice cognitivo prolongado”.

Entretanto, a equipa de investigação tentou saber se estes resultados podem extrapolar para os civis submetidos a um stresse prolongado e revelam que neste caso, os efeitos poderão ser mais intensos já que não são treinados para resistir a situações de agastamento e ansiedade.”

(Via)

Sobre o Autor

- Professora Auxiliar do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP-UTL). Consultora e Investigadora em Sociologia e Marketing. Doutorada e Mestre em Sociologia. Pós-Graduada em Medical Marketing e Product Management. Licenciada em Sociologia do Trabalho. (Ver perfil completo)

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