Raymond Aron – “As Etapas do Pensamento Sociológico”
Livro a não perder e um verdadeiro clássico da Sociologia, já na 9ª edição em Portugal pelas Edições Dom Quixote, “As Etapas do Pensamento Sociológico” é uma obra fulcral para compreender a Sociologia das origens aos dias actuais, tanto para alunos, profissionais da área das Ciências Sociais e Políticas, Serviço Social e leigos interessados no assunto.
Raymond Aron tal como Émile Durkheim era francês e judeu, nascido em Paris no Ano de 1905, falecido na mesma cidade no ano de 1983. Para além de sociólogo, Aron era também professor e filósofo tendo-se ainda dedicado ao jornalismo como analista político. Foi colega de Friedman, Sartre, Marrou entre outros grandes vultos do pensamento sociológico e filosófico francês na École Normale Supérieure.
“As Etapas do Pensamento Sociológico”, foi publicado em 1967, e é um dos seus mais importantes livros de Aron, a par com ”O Marxismo de Marx” (1955), e “18 Lições sobre a sociedade industrial” (1962), entre outras obras de vulto. De destacar ainda que o autor foi o fundador de uma revista trimestral de análise política, filosófica e sociológica denominada “Commentaire” fundada em 1978.
Não podia deixar passar em branco esta tão formidável e belíssima obra que nos tira o sono de tão atraente que é e nos alimenta o intelecto de tão doce que é a sua escrita: lógica, clara e objetiva. Envereda-nos por caminhos de filosofia e realidades sociológicas e ensina-nos a aprender e a amar a Sociologia, apresentando-nos os seus pais fundadores: Montesquieu, Augusto Comte, Karl Marx, Alexis de Tocqueville, Émile Durkheim, Vilfredo Pareto e Max Weber, num o percurso que vai da origem à consolidação da Sociologia como ciência, e que não deixa de se deter em toda a especificidade da conjuntura sócio-política e histórica em que essa consolidação desenrolou.
Em português recomenda-se a versão das Edições Dom Quixote, acima indicada. A obra está disponível para download integral (8ª edição) através do site www.livrosgratis.net. Um link para este texto foi já incluído na Biblioteca do Blogue. O ideal é contudo, naturalmente, ler a versão original, em francês. Através do serviço Gallica da Biblioteca Nacional Francesa pode ler-se a edição original de 1967 (aqui).





















